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Do alto da minha janela

Essa manhã, acordei com a morte ao meu lado. Não acordei com uma materialização do anjo da morte, acordei com a sua representação moderna: o carro de polícia. Pela janela do meu quarto, ainda tão quente e colorido, senti o vento frio da manhã chuvosa com suas gotas teimosas que cortavam a alvorada. Vi o primeiro carro de polícia chegar e começar a avaliar o que acontecia. Por outras varandas, irrompiam olhares curiosos como os meus, um misto de espanto com horror, com algo mais profundo (talvez um medo do vazio). Por certo, não vi o que aconteceu nem quem faleceu. Na minha vizinhança, de casas familiares, é uma manhã completamente atípica, o que traz um sentimento geral de desconforto, como a morte chegou tão perto e ninguém presenciou? Como não se escutou sua passagem? Vejo uma moça chorar na calçada, não a conheço (assim como não conheço a maior parte dos meus vizinhos), mas a sua tristeza é conhecida por qualquer ser humano, é a clara expressão da dor da perda. Suas lágr...

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