Reflexões de uma doente
Desculpem a falta de originalidade para o título, mas digamos que é o melhor que consigo pensar no momento. Estou no terceiro dia de repouso seguido por causa de uma doença que peguei e fiquei me perguntando o que eu poderia fazer. Eis que lembrei do meu pobre blog, esquecido todos esses meses. Não me levem a mal, não escrevi mais por não acreditar que alguém ia querer realmente me ouvir. Porém, no fim das contas, agora nem importa muito porque só quero falar.
Estava fazendo algumas fotos para minha aula de fotografia na faculdade quando acabei entrando no prédio abandonado (na vida real tinha muito menos carga dramática do que a frase inspira), subi uma escada e em uma das paredes de cima me deparei com uma pintura de perspectiva linda (quando revelar o filme, se aparecer algo dela eu mostro a vocês). Aquela pintura perdida naquela sala abandonada me fez pensar na própria vida, quantas vezes temos coisas lindas escondidas em locais onde nem nos preocupamos em olhar, quantas vezes deixamos o tempo corroer o que temos de bom.
Não sou uma pessoa que tende a elaborar grandes digressões no dia a dia, prefiro tentar ser prática ao máximo, mas nem assim sou imune àqueles momentos silenciosos onde minha mente pergunta: o que você está fazendo? A verdade é que não sei, tento controlar tudo, contudo a vida tem uma margem de incerteza tão grande que eu só posso encarar e torcer para não ser a pintura esquecida da sala abandonada.
Ficar doente não faz muito bem para meu espírito, você deve ter percebido pelo cunho dramático do texto nesse último parágrafo, culpe a ociosidade forçada numa pessoa muito ativa.
Vou encerrar por aqui e se alguém se perguntou o motivo da imagem é só uma foto bonita que tirei do meu gatinho Dostoiévski e queria compartilhar com o mundo.

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